Eleições para o Sindicado.
Oficialmente, as eleições do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) foram encerradas às 21h desta sexta-feira (5). O resultado do pleito – carregado de polêmicas, como denúncias de atraso e ausência de urnas em determinados pontos de votação – deve ser divulgado ainda neste sábado (6). O primeiro diretor da Chapa 2, César Carneiro, de oposição à atual gestão, acusou a comissão eleitoral, indicada pelos gestores da entidade de classe, novamente, de irregularidades. “Nos municípios de São Félix [localizado no recôncavo baiano] e Jaguaquara [no sudeste], por exemplo, as urnas foram apuradas antes do encerramento das eleições. Desde as 17h. Isso não pode ser feito”, protestou ao Bahia Notícias. Os oposicionistas se consideram “prejudicados” por uma suposta tentativa do sindicato de dificultar o voto da categoria. Segundo levantamento da agremiação, houve um baixo número de votantes em Salvador. Cerca de 20% - 3 mil pessoas - teria votado na capital. “Por isso, estamos fazendo um dossiê com documentos que provam todos os problemas da eleição para entrar na Justiça. Já tínhamos entrado com uma ação cautelar, mas a própria Justiça nos negou a liminar”, argumentou. O atual presidente do APLB e concorrente à reeleição, Ruy Oliveira, discorda do adversário e se diz “confiante na vitória”. “No geral, o balanço é positivo. Como eu disse antes, se houve problemas com uma, duas ou três urnas, não foi nada fora do normal, como acontece em qualquer outra eleição”, afirmou. Oliveira “desconhece” eventuais problemas de apuração antecipada, por “não fazer parte da comissão eleitoral”.
(José Marques)
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